segunda-feira, 30 de junho de 2014

MPB 4 - Amigo é Pra Essas Coisas





A sugestão desta canção mais que linda é do meu amigo Fernando José Colin (foto). Embora eu já a conhecesse, precisaria garimpar muito, entrar na época de tantos sambas marcantes que desfilavam dia e noite pelas rádios. Ele colocou um papel racunho na minha frente e observou "com o MPB 4".

Algumas destas preciosidades de nosso cancioneiro popular surgem cantando em nossos sentimentos. e não sabemos direito o por que.Não é saudosismo, mas um estado de ser e estar... algo brando que vem cantar dentro da gente... que faz brotar certa canção, aquela canção e não outra. Canta na alma e toma conta do nosso espírito. Fica o dia todo cantando - uma eternidade - e não tem hora para partir. Parece organizar-nos por dentro e por fora. O mundo exterior fala baixinho para não nos incomodar, e respondemos suas solicitações em harmonia com a beleza identificada por sentimentos tão caros, e não precisamos fazer associações de imagens tentando capturar se é por isto ou por aquilo, é apenas um espaço aberto aonde cabem novas integrações com as quais damos um salto na evolução humana, sem esforço algum, prazerosamente, e não poderia ser de outro modo. Sem estamos alegres ou tristes, o sentimento é o da completude que pôde caber. Creio que é o que ele quis dizer quanto acrescentou "Não sei o por que, mas este samba canção não me sai da cabeça". (JRT)

Composição de Aldir Blanc e Sílvio da Silva Jr.
 
Segundo lugar no III Festival Universitário de Música Brasileira, organizado pela TV Tupi do Rio de Janeiro em 1970, "Amigo é Pra Essas Coisas".
 

LXXXIII Expo Imagens - No Jardim Botânico

FotoJRToffanetto
12.05.2014 - Jundiaí/SP



 





Os felizes



                                                                                  FotoJRT


Os infelizes precisam de 
holofote no meio da escuridão, daí o fato de se afastarem de ambientes iluminados. Para os felizes, a fase de libertação do "ego" foi resolvida há muito tempo, pois vivem no ponto da felicidade. (JRToffanetto)

domingo, 29 de junho de 2014

Copa do Mundo em Crônica (4) "A saga dos deuses do presente"

 


É hora destes jogadores tirarem as sandalhinhas melissa dos pés e entrarem em campo como homens de verdade e não a gosto dos globalizados que todo mundo acompanha como a saga dos deuses do presente. A realidade está em outro lugar. (JRToffanetto)


Copa do Mundo em Crônica (3) - Futebol Arte?




aleksey kashin / Fotolia.com
Futebol arte? Entra em cena os vaidosos sob comando do espetaculoso Felipão. Nenhuma elegância no time Brasil e, de minha parte, muita repugnância. A seleção brasileira mostrou muito o traseiro, a sua cara, para que possa, daqui pra frente, reverter alguma coisa. Ah como eu gostaria de estar enganado.

Para se jogar futebol com arte é preciso muita classe, respeito e dignidade. É o que a seleção colombiana vem fazendo. Mas...Mil Vivas ao Brasil do Neymar e do Daniel Alves, o dos vaidosos, ele merece. Uma país que merece a Dilma também merece a seleção que tem. Viva o Mundão Sem Porteira, Viva o Felipão.

JRToffanetto


Copa do Mundo: 2014 em Crônica (2) "Do Zidane pra frente..."


Desde Zidane do time francês na última Copa do Mundo ao derrubar um italiano com uma cabeçada que o futebol não vem sendo jogado nem copa nem na cozinha, mas no meio da rua, tribalmente: 1) Um jogador uruguaio, o tal do Soares, deixa a marca de suas mandíbulas nas costas de um italiano. 2) Um tal de Daniel Alves passa por um jogador camaronês e, com arrogância, ri deste homem caído ao chão. 3) O tal do Neymar manda um camaronês tomar naquele lugar e a Rede Globo não exproba o fato, faz de conta que não viu. Aliás, ninguém que goste de falar sobre futebol diz alguma coisa destes dois últimos lances, parecem que estão em transe. Se ouvirem algo sobre isto na televisão certamente sairão por aí repetindo a locução. É o fim do mundo. (JRToffanetto)

Copa do Mundo em Crônica (1) - "Mérito do goleiro, não do time"


Ganhar nos penaltes e ter o goleiro como herói, sem falar do salto alto 15 de Neymar-Nembom e do seu coleguinha da lateral direita, é muito para quem viu futebol arte praticado por homens e não por jogadores "fashion". Emocionante sim, mas nÃo para mim. Ah... ia me esquecendo: mérito do goleiro, não do time. (JRT)



sábado, 28 de junho de 2014

Confrontando-se com o Ogro (Crônica da linha do trem)

FotoJRToffanetto




Eu vi o cara se aproximando. De repente ele cruza a linha do trem em diagonal e vem na minha direção. Tentaria roubar minha máquina fotográfica? Achei que não, pois ele estava bem vestido e não aparentava feição mal intencionada. Mas eu não tinha dúvida de que seria abordado por ele. Eu estava pronto para enfrentar qualquer tipo de coisa. Ele passou por mim sem dizer palavra e, alguns passos adiante ele se vira pra mim e diz:
- Não pega amor, não.

Que espírito é este, perguntei-me eu. Catedrático da desilusão? Então o amor é o grande vilão da história? Era da paixão que ele falara? E as pessoas sofrem sofrem sofrem e nada aprendem, nada constroem, não crescem. Ou o bendito não pode ver o que ele gostaria fazer, ou ser, mas se sente interditado pela vida? O sentimento do belo é tão doido assim que deve ser evitado? Enfim, achei que ele, do alto de sua douta sabedoria, não me recomendava a loucura e, então, dei uma de surdo e lhe perguntei mais uma vez:

- O quêe...?
Ele não interrompeu a passada. Virou o rosto e repetiu:
- Não pega amor, não.
Desta vez ele obteve resposta. Pois respondi-lhe com uma gargalhada de doido, repetida pro três vezes, todas iguaizinhas. O cara nem olhou pra trás. Enfiou as mãos nos bolsos e apertou o passo. Então eu ri de verdade. Acho que o cara só não saiu correndo pra dar uma de que era macho de verdade. Vai saber se ele não molhou as calças!!!

Maldade?

Poxa, pensei eu, eu deveria ter uma resposta mais simples. Responder-lhe algo que fosse ao encontro dele ao invés de mexer com seus medos ocultos. Vi-me, então, como criança que mostra a língua, e novamente ri. Mas o que caberia na cabecinha daquele cidadão saído do meio do mato eu não sabia. Soube mexer com os medos dele, mas tinha a menor ideia do que lhe dizer para lhe deixar um registro em sua mente, deixar-lhe uma marca no eu, como uma sinalização para, quem sabe um dia, ele se encontrar diante do belo de uma forma mais amistosa do que aquela, mas... vai ver que era um cascudo destes que ele tava precisando pra nunca mais castrar sonho de inocentes, especialmente das crianças. Incomodava-me por dar um tombo num ogro - um matador de sonhos. Procurava por uma palavra simples, direta, franca.

Enfim, terminada minha sessão de fotografagem, segui pela calçada da Rua dos Ferroviários rumo à estação de trem, e eis a resposta que eu procurava. Fotografei-a. Pois alguém desenhara ALMAS em um muro da calça oposta. Um outro passou por lá é escreveu em sobre "Almas": FÉ EM DEUS.

"Eureka, era isto que deveria ter dito para o Ogro."

JRToffanetto

LXXXI Expo Imagens - Jornada pela linha do trem / Jundiaí

FotosJRToffanetto
27 de junho de 2014
(entre 06:33 e 06:51 h)
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quinta-feira, 26 de junho de 2014

Ben Webster -Stormy Weather (Live in Copenhagen, 1965)


 
 

Robert Fripp e David Sylvian - Jean The Birdman



David Sylvian - Pulling Punches



Verso Uni

FotoJRToffanetto
26.6.21014 às 06:25 h

Pra que servem máquina fotográfica, palavras, versos, se estes não evocarem a Presença Infinita? Oh Deus, sou-lhe grato por estar neste cantinho da Via Láctea, tão fora quanto dentro das 06:25 h. Há uma Bondade Maior. Agradeço-A por estar aqui. Trabalho por este Dia Eterno ainda que eu não seja maior que uma lagarta no casulo. Quero voar por estes céus infindos até me integrar ao dentro do dentro. Levantar-me como filho da Luz que Eu Sou, a palavra, o Verso Uni. (JRT)





quarta-feira, 25 de junho de 2014

Cartola "O Sol Nascerá (A Sorrir)" por Alcione



 
 
Considerado por diversos músicos e críticos como o maior sambista da história da música brasileira. Criou o Bloco dos Arengueiros de cujo núcleo fundou em 1928 Estação Primeira de Mangueira. Após muitos anos desaparecido do cenário musical carioca, foi reencontrado em 1956 e voltou a cantar, levando-o a programas de rádio e fazendo-o compor novos sambas para serem gravados. A partir daí, o compositor é redescoberto por novos intérpretes. Em 1974, aos 66 anos, Cartola gravou o primeiro de seus quatro discos-solo e sua carreira tomou impulso de novo com o sucesso de seus LPs, fazendo shows por diversas cidades brasileiras e manteve o ritmo de trabalho até o final de sua vida, em 1980.
(http://pt.wikipedia.org/wiki/Cartola_(compositor)

Horace Silver - "Song For My Father" e "Señor Blues"


Pioneiro do hard bop

Horace Silver - Piano, Bill Hardman, Trumpet, Bennie Maupin - Tenor, John Williams - Bass, Billy Cobham - Drums
 
 
  
 
Pioneiro do hard bop, o histórico pianista Horace Silver
faleceu a semana passada aos 85 anos, vítima de causas naturais.
 

terça-feira, 24 de junho de 2014

Poéticarrebol

FotosJRToffanetto
(de agora)
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Tão leve a poética deste arrebol que...
versos não se deixaram grafar em poema e
muito menos em minha assinatura mas...
veio morar na pápebra

(JRToffanetto)

 

segunda-feira, 23 de junho de 2014

Dicró - "O Político", "Funeral do Ricardão" e Dicró no Programa do JÔ



Dicró - Kid Morengueira - Bezerra da Silva
 


"Dicró, apelido de Carlos Roberto de Oliveira. Caricatura do Malandro Carioca, enxergando a vida de forma simplista, valorizando as poucas coisas que um malandro necessita para viver. Cantou a pobreza no morro, com seu apoteótico samba – Pega Eu. Crítico e sacana, quando o assunto é Sogra, compôs o Bingo da Sogra. Fez parcerias com Bezerra da Silva (outro fera) e Moreira da Silva (precursor do gênero). Quando ouvi pela primeira vez, o swing e as letras combinadas com uma voz potente (poderia ser um belo tenor), não contive a admiração pelo seu trabalho. Marcante e divertido, vale a pena escutar." (Fernando José Colin)

 
 
 
 

LXXX Expo Imagens - Jundia'Instantâneo

FotosJRToffanetto 
(de 2010 a 2014)
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