segunda-feira, 31 de agosto de 2015

Do livro "A Camara Clara" de Roland Barthes



Pra quem deseja ir mais a fundo no universo da fotografia, o livro “A Camara Clara” de Roland Barthes é quase uma iniciação para além do olhar superficial. Em sua semiótica, o autor abre a fotografia por um olhar que nos remete ver o nosso. Coloca-nos à frente do juízo de valor ou não valor da imagem. Remete-nos ao ponto focal da fotografia e o que há de mais objetivo e intrigante a escapar do olhar apressado ou comum.

Mostra-nos que a verdade está, quase sempre, noutro lugar, ou em lugar algum, a exemplo das miríades de imagens que diariamente nos bombardeiam com banalidades. Há um perverso jogo de interesse (financeiro) por detrás disso, tipo “É isto que vocês querem (precisam) ver? Pois tomem”.
    
O fato é que para você ver e reconhecer uma imagem, sempre
haverá um conhecimento adjacente ao objeto olhado e que faz única a sua construção do olhar: o saber, e Barthes, com sinceridade, oferece-nos o seu. Mune-nos de elementos e os liga de modo a nos facilitar semelhante e individual empreita.

A construção do olhar dá-se no mais sutil, ou aonde você sente ou não sente. Se não sente, você descarta a imagem, seja por opção de escolha ou porque nada vê, ainda. Aí está a diferença entre o aprendizado ou a interdição dele. Não há um roteiro para o olhar, do contrário ele não seria livre, aberto para experimentação até transcendente ou recusa. A liberdade não é gratuita, muito menos ingênua, é algo que se conquista, constrói-se pelo sentir, e daí o saber.

Enfim, credito importante este contato com o experimento do olhar em “A Camara Clara” ou, pelo menos, aos interessados não apenas na decodificação de símbolos, composição, luz... mas na essência da imagem fotográfica que está muito além do gostar ou não gostar como também do mais elaborado juízo de gosto estético.

JRToffanetto

domingo, 30 de agosto de 2015

Fe Fe Naa Efe - Laurent de Wilde - Victoires du Jazz 2013


Ainda superligado pela apresentação de agora a pouco com Laurent Wil e Trio no Sesc Jundiaí, este vídeo encontrado na Internet vem em continuidade:

https://www.youtube.com/watch?v=se4XZBv310U
Sur la scène du théâtre antique de Vienne, à l'occasion des Victoires du Jazz 2013, Laurent de Wilde interprète un extrait de son album "Over the Clouds".


Fela Kuti - Water no get enemy


https://www.youtube.com/watch?v=IQBC5URoF0s


Fela Anikulapo Ransome Kuti foi um multi-instrumentista nigeriano, músico e compositor, pioneiro da música Afrobeat, ativista político e dos direitos humanos.

Maysbel da Lua Poente Toffanetto - Crônica de um casamento

Fui apaixonadamente me encontrar com a Lua e fotografo MaysBela em seu casamento de Sol e Lua.


Há um mês vi a lua nascendo gigantesca a leste, mas eu estava no trânsito. Nem parei o carro, pois a fiação elétrica, as casas... eu sabia, não me daria uma imagem limpa. No dia seguinte... bem, eu perdi a Lua do terraço mas calculei pegá-la no poente. Acordei cedinho, café e coisa e tal. Subo o bairro e no alto da Barroca chego ao horizonte oeste. Pego-a com o primeiro raio de sol sobre área que fora brilhante prata lunar. A claridade dourada revelando o que estava no escuro da madrugada.

Era o que eu sentia, mas eu não fiquei sozinho no  santuário panorâmico da "barroca". Pois um bicho sedutor, matreiro, sabidamente conquistador pousa no alto da árvore ao lado.


Enquanto ele me media de cima em baixo, senti ciúmes da Lua e de Mays. Eu sei, ele voaria para elas... Ao vê-lo planando sobre a cidade, senti a Lua e a cidade ainda mais lindas.


Mas ele, logo depois, voltou-se para o sudeste.
Mays podia estar na dele, mas


a imaculada Lua ficara comigo, a sós

no poente.

JRToffanetto

sábado, 29 de agosto de 2015

Noite Ilustrada - Volta Por Cima (Paulo Vanzolini) 1962

https://www.youtube.com/watch?v=qFa56zgqQ78

Noite Ilustrada










Chorei, não procurei esconder
Todos viram, fingiram
Pena de mim, não precisava
Ali onde eu chorei
Qualquer um chorava
Dar a volta por cima que eu dei
Quero ver quem dava
Um homem de moral não fica no chão
Nem quer que mulher
Venha lhe dar a mão
Reconhece a queda e não desanima
Levanta, sacode a poeira
E dá a volta por cima
Paulo Vanzolini


Paulo Cesar Pinheiro - Temporário




TEMPORÁRIO
(Paulo César Pinheiro)

Ciúme daquele que cega o Tempo esfria, ô
Desejo que queima sem chama o Tempo gela
Carinho daquele que ama o Tempo afia
Namoro que sempre se entrega o Tempo sela

Desprezo gratuito com a gente o Tempo muda, ô
Distância de quem só se guarda o Tempo estreita
Amor de quem não se acovarda o Tempo ajuda
Destino de quem vai em frente o Tempo ajeita

Saudade que é mais dolorida o Tempo embala, ô
Tristeza que chega a dar medo o Tempo afasta
No amor nada fica em segredo, o Tempo fala
Pra todos os males da vida o Tempo basta.





sexta-feira, 28 de agosto de 2015

OTTO LARA REZENDE _VER VENDO




Fernando Maia / Agência O Globo



VER VENDO
OTTO LARA REZENDE



... De tanto ver, a gente banaliza o olhar... Vê não-vendo...

Experimente ver pela primeira vez o que você vê todo dia, sem ver...

Parece fácil, mas não é...

O que nos cerca, o que nos é familiar, já não desperta curiosidade...

O campo visual da nossa rotina é como um vazio...

Você sai todo dia, por exemplo, pela mesma porta...

Se alguém lhe perguntar o que você vê no seu caminho, você não sabe...

De tanto ver, você não vê...

Sei de um profissional que passou 32 anos a fio pelo mesmo hall do prédio de seu escritório...

Lá estava sempre, pontualíssimo, o mesmo porteiro...

Dava-lhe um bom dia e às vezes lhe passava um recado ou uma correspondência...

Um dia o porteiro cometeu a descortesia de falecer...

Como era ele?

Sua cara?

Sua voz?

Como se vestia?

Não fazia a mínima idéia...

Em 32 anos, nunca o viu...

Para ser notado, o porteiro teve que morrer...

Se um dia no seu lugar estivesse uma girafa, cumprindo o rito, pode ser que também ninguém desse por sua ausência...

O hábito suja os olhos e lhes baixa a voltagem...

Mas há sempre o que ver...

Gente, coisas, bichos...

E vemos?

Não, não vemos...

Uma criança vê o que um adulto não vê...

Tem olhos atentos e limpos para o espetáculo do mundo...

O poeta é capaz de ver pela primeira vez o que, de tão visto, ninguém vê...

Há pai que nunca viu o próprio filho...

Marido que nunca viu a própria mulher (e desconhece os seus segredos e desejos), isso existe às pampas...

Nossos olhos se gastam no dia-a-dia, opacos...

É por aí que se instala no coração o monstro da indiferença...

Laurent de Wilde // Over the Clouds Take 1

Laurente de Wilde estará neste domingo no Sesc Jazz&Blues em Jundiaí/SP e segue para outras cidades brasileiras.

https://www.youtube.com/watch?v=DSv8Bv6_i5c


O pianista de americano francês e seu Power Trio se apresentam no Brasil pela primeira vez com o repertório do aclamado álbum "Over The Clouds", além de outras composições. Lançado em 2012, este disco presta homenagem a Duke Ellington e o mestre do Afrobeat Fela Kuti através de melodias intimistas repletas de paz interior.

Schubert:Das Forellen Quintett/Trout Quintet D.667 Op114 piano,violin,viola,cello & double-bass


https://www.youtube.com/watch?v=g3k81__bwrM
Franz Schubert: Das Forellen Quintett/Trout Quintet D.667 Opus 114 A Major Juhani Lagerspetz, Sini Simonen, Steven Dann, Franz Ortner, Michael Seifried at the 15th Esbjerg International Chamber Music Festival 2013. 25th August at South Denmark's Music Academy, SMKS, Esbjerg www.eicmf.dk EICMF is unique in Denmark as it invites artists to collaborate in new constellations, form new relationships, establish a foundation for exchange and annually act as a host for an international community of artists.

Esbjerg Denmark

quinta-feira, 27 de agosto de 2015

Ottokar Nováček - Perpetuum Mobile Op. 5 No. 4 (1895)

Depois do sentimento de já termos ouvido tudo quanto é sentimento musical, aparece-nos Ottokar Nováček com seu Perpetuum Mobile escrito em 1895. A criatividade é bela e infinita.



Moacir Santos e Banda Savana - Maracatucute


Benjamim Taubkin: Piano - Chiquinho de Almeida: Sax Tenor - Edilson Neri: Trompete - Édio Marcos: Guitarra - Edu Martins: Baixo Elétrico - Luiz da Cruz: Trombone -Magno B. Siqueira: Bateria - Maurício de Souza: Saxofone Alto - Maurício de Souza: Flauta - Mauro Boim: Trompete, Flugelhorn - Nahor G. Oliveira: Trompete, Flugelhorn - Paulo Vicente Falanga: Percussão - Roberto da Silva: Trombone - Ubaldo Versolato: Saxofone - Valdir: Trombone - Dorin: Sax Alto. (por cortesia de Mário Eugênio)

Moacir Santos

Zimbo Trio _Nanã (Moacir Santos)




Haicai #191. Grão de Areia


Haicai #191. 

Grão de Areia


À Poesia Luz, grão de areia


foi ao fundo profundo do mar


alcançar-se pérola


JRToffanetto 




quarta-feira, 26 de agosto de 2015

Maria Bethania, Sem Fantasia (Noite Luzidia)




Duo - Hélène Grimaud e Sol Gabetta _Brahms _Debussy.

Johannes Brahms - Sonata No. 1 em Mi menor, Op. 38 
para Piano e ViolonceloIII. Allegro
Claude Debussy - Sonata em Ré menor, para Piano e Violoncelo
III. Final - Animé, léger et nerveux

https://www.youtube.com/watch?v=eiEvyaeK9V4

Um dos melhores discos de 2012 segundo a crítica, Duo, um trabalho da argentina Sol Gabetta e da francesa Hélène Grimaud, é realmente maravilhoso. Debussy e Brahms são interpretados de um modo tão intenso e inovador que torna esse disco essencial.


Sol Gabetta é considerada uma das melhores violoncelistas dos nosso tempo e mostra toda a sua virtuosidade nesse novo álbum. Confira o link para download e um vídeo dos bastidores da gravação.
Artistas: Sol Gabetta, Hélène Grimaud
Lançamento: 22/10/2012
Gravadora: Deutsche Grammophon
Compositores: Robert Schumann, Johannes Brahms, Claude Debussy, Dmitri Shostakovich

terça-feira, 25 de agosto de 2015

segunda-feira, 24 de agosto de 2015

Haicai #203. Versos Azuis


Haicai #203. 

Versos Azuis
 

A rosa não obstou


tinteira do poeta, sorveu-a.


Rosou versos azuis


 JRToffanetto





Lindembergue Cardoso: Minimalisticamixolidicosaxvox (1988)

Extreme, per orchestra da camera (1971)
Conjunto de Música Nova da UFBA diretta da Piero Bastianelli






  1. Lindembergue Rocha Cardoso (1939-1989). Compositor, regente e educador brasileiro. Graduado em Composição e Regência pela Escola de Música da Universidade Federal da Bahia, em 1974, sob a orientação de Ernst Widmer. Wikipédia

The Doors - In the Eye of the Sun

https://www.youtube.com/watch?v=zda_WC5Fw1o


Ray Manzarek, nos teclados, canta "In the Eyes of the Sun" 

Marcus Ferrer: Folhagem (1995) - FotoJRToffanetto

Marcos de Araújo Ferrer
15/10.1963 Rio de Haneiro, RJ

Marcus Ferrer - Dicionário Cravo Albin da Música Popular ...



FotoJRToffanetto

domingo, 23 de agosto de 2015

+ q Afinidade (JRTTexto)

Entre realidade versus fantasia há uma verdade poética. 
A força da natureza é igual à da delicadeza humana. 
Elas se autocontemplam. (JRToffanetto)

Criação de Robert Jahns

Camargo Guarnieri: Quartetto per archi n.3 (1962) - FotosJRToffanetto

Mozart Camargo Guarnieri,
compositor e regente brasileiro.


FotosJRToffanetto:



Domingo: da manhãzinha à hora do almoço + _Saudosa Maloca (Adoniram Barbosa)

Se domingo pela manhãzinha é litúrgico, divino, diria eu, o chorinho se segue espirituoso. Mas próximo ao meio dia, o cheiro do almoço no fogo chama o samba, à brasilidade à flor da pele, ao rítimo da caixa de fósforo, da palma da mão, do remelexo. (JRToffanetto)


Francisco Manuel da Silva _Te deum In te domine

"Te Deum laudamos

Ainda bem jovem escreveu um Te Deum para o então príncipe Dom Pedro, que lhe prometeu financiar seu aperfeiçoamento na Europa, mas não chegou a cumprir a promessa. Em vez disso, nomeou-o para a Capela Real, onde foi bastante ativo como diretor musical.

Igreja Nossa Senhora da Saúde/SP - Av.Domingos de Moraes/SP
 FotoJRToffanetto em 19/11/2012

JOHNNY WINTER (Beaumont, Texas) - Divin' Duck


https://www.youtube.com/watch?v=o5Z4Z8_vXcU


sábado, 22 de agosto de 2015

Johnny Winter - Life Is Hard


https://www.youtube.com/watch?v=vee-b0kYinE


Haicai "Folha Seca" em agosto/2010 (JRT)


"Folha seca"
Oh, quero cantar


e canto, canto co’a voz,


a voz que canta em mim

JRToffanetto



Link de acesso ao texto original:

Radamés Gnattali: Concerto Carioca n.2 (1964) / Gnattali

Um dos mais importantes músicos do século XX.


I. Samba
II. Samba - Cançao
III. Choro

https://www.youtube.com/watch?v=A0p45mT3NTk

Arranjador, compositor e instrumentista brasileiro
(Porto Alegre, l906-1988 Rio de Janeiro)

sexta-feira, 21 de agosto de 2015

Moacir Santos _Coisas (Album Completo)

Obra prima da música instrumental brasileira
"Coisas" é o álbum de estréia de Moacir Santos (1926-2006). Lançado em 1965 pelo selo Forma, oLP teve a produção de Roberto Quartin. As dez faixas do álbum foram nomeadas como "Coisas" - numeradas de 1 a 10, mas dispostas no LP fora de ordem.



Oficina de Poemas & Outros Escritos

FotoJRToffanetto














Águas que passam. O poeta está sentado à margem do rio. Lavrando palavras? O rio traz coisas e ele nada pega. Sentado sobre uma touceira de barba de bode ele mordisca um talo de grama.

Com uma vara de pescar lança anzol com isca. De talo em talo de grama ele nada pesca. A linha do anzol dá um estirão. Recolhe a linha puxando um sapato velho cheio de lama.

O rio lhe traz uma canoa vazia e  nela ele segue rio adiante. Nunca mais volta àquele ponto de partida.


Ei-lo noutra margem de rio cochilando sobre uma touça. Acorda assustado. Teve um sonho intenso. Sonhou ter gasto um pé de sapato. Olhou ao redor mesmo sabendo que não haveria o outro pé. Puxa um talo de grama e já não o mordisca, nem atira anzol ao rio. O rio vai passando.

Num dado momento as águas borbulham. Um crânio emerge do fundo das águas. Mordisca o talo de grama para ver se não estava sonhando. Entra nas águas e puxa toda a carcaça pra margem, um esqueleto calçando o outro pé de sapato faltante. Enterra-os.

Foi assim que ele fechou as portas de sua "Oficina de Poemas e Outras Escritas"

Jairo Ramos Toffanetto

quinta-feira, 20 de agosto de 2015

Chiquinha Gonzaga (danças Polca e Lundu na origem do Maxixe)

Cenas curtas, da minissérie Chiquinha Gonzaga, que representam as danças Polca e Lundu, que misturadas dão origem ao que será chamado de maxixe.


https://www.youtube.com/watch?v=QGdGo2lQaNk


Sombra toma café?

FotoJRT













Sombra toma café?

Dias claros, brilhantes. Inverno seco, manhãs geladas.

Mas o céu amanheceu encoberto. Passarinhos mudos.

Conversas esquentadas. Problemas na ordem do dia

contrapostos com  brincadeiras, gozações, risos exagerados.

Eis senão quando alguém  exclama pausadamente:

- Olha o sol!!!

Todos olham para quem falou, mas este aponta pra parede:

- Olhem na parede... na parede!!!
Todos se viram e ficam paralisados olhando pra própria sombra.

Sombra pregada no reboco o tempo parou.

Silêncio absoluto. Nenhuma mosca voou.

Tocada pelo sol, mariposa gigante cruzou aquelas sombras.

Fora se acolher no escuro de uma porta aberta.

O que anunciara o sol exortou a todos:

- Eu apontei o sol e vocês ficaram com a sombra.

Uma sombra salvadora mexe braços levantados. 

- Vamos tomar um cafezinho, gente.

E eu que não sabia que sombra tomava café.


JRToffanetto

Sperandeus (24)

FotoJRToffanetto

Alexandre Levy - Fantasia Brilhante Opus 2 - Sobre Temas Da Ópera O Guarani


Compositor Brasileiro: Alexandre Levy (1864 - 1892)
Obra: Fantasia Brilhante Opus 2




Alexandre Levy, um precursor do nacionalismo musical brasileiro, profundamente influenciado pela música de Robert Schumann, poderia ter se tornado o compositor mais querido do Brasil, se tivesse vivido mais que 28 anos. Suas obras são muito interessantes e importantes historicamente.




quarta-feira, 19 de agosto de 2015

Na Terra do Céu

FotoJRToffanetto
em 22/09/2014,
Rua dos Otonis/SP



Na Terra do Céu

Domingo à tarde, bons ares.
A cidade descansada, limpa,
ama o Amar

Sob sol, frio ou chuva, 
flores integradas em si,
ao meio, ao Todo, brindam
a primavera em véspera

Pétalas lábios / olhos úmios
Beijo molhado / Selo Eterno
Chão da Terra / pele asfástica

Louca Paulicéia, efemeridade.
Quem o beijo viu a cidade sentiu.
Beijou os pés do altar / sempiterno altar
Céu na Terra / Terra do Céu

JRTofanetto 


terça-feira, 18 de agosto de 2015

Brasílio Itiberê da Cunha _A Sertaneja

A primeira figura a ser mencionada, na tendência nacionalista da música brasileira, é a do compositor e diplomata Brasílio Itiberê da Cunha. Sua obra, exemplificada pela rapsódia A sertaneja (1866-1869), para piano, anunciou o período do nacionalismo musical.





A Sertaneja
obra publicada em 1869, uma das primeiras citações do folclore brasileiro na música erudita (extraídas de Balaio, meu bem, balaio).


Brasílio Itiberê da Cunha (Paranaguá/PR, 1° de agosto de 1846 -- Berlim, 11 de agosto de 1913) compositor, bacharel em 
direito e diplomata brasileiro.



Saiba:
http://www.coladaweb.com/artes/a-musica-brasileira
http://www.revistas.ufg.br/index.php/musica/article/view/6007/12351