sábado, 31 de outubro de 2015

Jimmy Smith - The Sermon



Jimmy Smith – o; Lee Morgan – t; Lou Donaldson - alto s; 
Tina Brooks – tenor s; Kenny Burrel - g

No meio do caminho

FotoJRToffanetto
Av.Pedro de Toledo/SP
em 30.10.2015

No meio do caminho tinha uma abelha
Uma abelhinha no meio do caminho


Modernista 'cult', Ismael Nery ganha primeira retrospectiva em 15 anos

Sempre tão difícil encontrar alguma coisa de Ismael Nery... mas ontem, na Vila Mariana, ao abrir a Folha de S.Paulo no café PSCafé (Rua Pedro de Toledo/SP), a Regina e eu fomos surpreendidos com uma mostra do artista, imperdível para nós.

Um desenho de Nery publicado num dos jornais da capital ficou gravado para sempre em mim. Tinha eu 16 ou 17 anos de idade. Nele, Ismael mostra um corpo deixando a cabeça em um pedestal, ou uma coluna. Nunca mais o vi, nem nas muitas tentativas feitas pela Internet. Enfim, pra quem já teve ou não contato com a obra do artista, vale a pena ler a reportagem do jornal...

... a Folha de S.Paulo:
Modernista 'cult', Ismael Nery ganha primeira retrospectiva em 15 anos


No dia 12 de novembro, a história do casal em curta metragem "Nery e Adalgisa", será exibido na Galeria Almeida e Dale, local da exposição "Ismael Nery - Em Busca da Essência", de segunda à sexta das 10 às 18 h, e aos sábados das 10 às 14 h até 12 de dezembro, Rua Caconde, 152, tel. (11) 3887-3130 - Grátis.

quinta-feira, 29 de outubro de 2015

Claudia Andujar Fotografia (Tribo Yanomani, 1976)


Claudia Andujar (fotojornalista) é uma fotógrafa brasileira. Nasceu na Suiça, viveu na Transilvânia (região da Romênia), Hungria e nos Estados Unidos no início dos anos 50, transferindo-se para São Paulo em 1957 e naturalizando-se brasileira. 

A fotografia lhe foi um meio de conhecer o novo lugar e se comunicar com as pesoas.














Leny Eversong _Lamento Tupi (Orquestração de Guerra-Peixe)

A cantora Leny Eversong manifesta sua voz poderosa através de "Lamento Tupi", composição sua em parceria com Maria Sylvia. Com orquestração do maestro Guerra Peixe, "Lamento Tupi", do seu primeiro LP, "A voz de Leny Eversong", lançado em 1955.



Imagem: Desembarque de Pedro Álvares Cabral em 
Porto Seguro em 1500" Oscar Pereira da Silva, 1902.




terça-feira, 27 de outubro de 2015

Kumi Yamashita, mestre da arte com sombras

Criar é a materialização de um estado de sentir sem fronteiras, 
e o contrário é verdadeiro. (JRToffanetto)


Kumi Yamashita, mestre da arte com sombras

domingo, 25 de outubro de 2015

Hank Mobley _Remember



Art Blakey & Hank Mobley

BRINDE (poema de Stéphane Mallarmé)




















BRINDE, soneto de Stéphane Mallarmé
(Trad. de Guilherme de Almeida)


Nada, esta espuma, virgem verso
A não designar mais que a copa;
Ao longe se afoga uma tropa
De sereias vária ao inverso.
Navegamos, ó meus fraternos
Amigos, eu já sobre a popa
Vós a proa em pompa que topa
A onda de raios e de invernos;
Uma embriaguez me faz arauto,
Sem medo ao jogo do mar alto,
Para erguer, de pé, este brinde
Solitude, recife, estrela
A não importa o que há no fim de
um branco afã de nossa vela


Poema Imagético #2 _O chão é de estrelas, mas...
















Somos um poema
em processo para além da escrita. 

O chão é de pedrinhas,
de pedrinhas de brilhantes,

de estrelas mas... 
quem vai por ele? 

JRToffanetto


Haicai #513 _a Eternidade













Haicai #513

A eternidade

pássaros nos assobiam

o eterno presente

desde a barra clara do dia



JRToffanetto


Sala de Música

O título desta postagem saiu descritivamente como sala de música mas, pensando melhor, diria sala de idéias, das artes, da criatividade e dos mais belos e caros sonhos. Lembro de certa madrugada de sábado, anos atrás, acordar numa outra dimensão. Demorou alguns segundos, segundos na eternidade para eu perceber que o meu filho Yuri tocava sua flauta transversal. Vira e mexe mandam um som da pesada. Como agora, ele na guitarra e o Yung - irmão mais novo - no clarinete improvisando um jazz lascado. Há uns cinco anos esta foto foi composta e tirada por mim.

 

Leny Eversong _Summertime


de George a Ira Gershwin
Orquestra de Neal Heafti

Leny_Eversong
Santos, 1920 - São Paulo,1984

sábado, 24 de outubro de 2015

Haicai #425. De salto em salto










Haicai #425. 

De salto em salto


Pirilampo guia a volta


do grilo que das estrelas

se perdeu.


Eis a Poesia


JRToffanetto


César Guerra-Peixe _Mourão

CAMERATA ATLÂNTICA
Direção Artística de Ana Beatriz Manzanilla

http://www.camerataatlantica.pt/



No início da década de 1970, Guerra-Peixe “recorda” Mário de Andrade ao afirmar que “nos países em que a cultura aparece de empréstimo que nem os americanos, tanto o indivíduo como a Arte nacionalizada têm de passar por três fases: 1ª a fase da tese nacional; 2ª a fase do sentimento nacional; 3ª a fase da inconsciência nacional (Ensaio sobre a música brasileira)” (GUERRA-PEIXE, 1971, p.[17]).

Em linhas gerais, na passagem citada literalmente por GuerraPer Musi – Revista Acadêmica de Música – n.14, 110 p., jul - dez, 2006 Recebido em: 02/06/2006 - Aprovado em: 17/12/2006 VETROMILLA, Clayton. Guerra-Peixe: considerações... Per Musi, Belo Horizonte, n.14, 2006, p.82-92 83 Peixe (ANDRADE, 2006, p.34), está sistematizada uma propedêutica pedagógica dirigida aos compositores, responsáveis pela nacionalização da música erudita brasileira: aproveitamento de temas folclóricos (tese nacional); elaboração de melodias de caráter nacionalista (sentimento nacional); encontro com a brasilidade essencial (inconsciência nacional) (CONTIER, 1985, p.29).
>veja o texto na íntegra, em PDF>Guerra-Peixe: considerações sobre o significado do conceito “objetividade folclórica” >de Clayton Vetromilla (UNIRIO, Rio de Janeiro)

Quinteto Armorial - MOURÃO - César Guerra Peixe - 
CENTENÁRIO DO MAESTRO GUERRA-PEIXE - 18. 03. 2014


quinta-feira, 22 de outubro de 2015

JRToffanetto _Sem Recadilho




Sem trocadilho

quem ama nunca desama
o lenço é branco e sempre limpo
o desânimo é insone preguiça
a coragem não é prima da vergonha

a gola é sua, não da camisa
a casa é do botão, a braguilha é sua
o caro passa por barato
a barata não passa do chinelo

a valentia nunca é do valentão
a moda é cowboy mas o chapéu é do cavalo
o horror é mais feio do que se pinta
pinta-se o sete quem não tem pinta nem pinto

pintado é o oito
3 é uma de suas metades
a outra é de quem a carrega
nada se faz de conta, nem desconto

a janta é do almoço
o café vem pingado no copo
o feminino do cigarro não é a morte
a formiga é mui amiga da cigarra

quem fala são os olhos
não é o nariz que espirra
o que coça é a unha
a cabeça é parente do pé

não se limpa a cara fazendo a barba
não se mente dor que se sente no dente
trocadilho não passa do caixilho
a rima só vem pra passar a lima

Outubro de 1999
JRToffanetto

Frases para nos acompanhar (Exupery e W.G.Wilnes)



Antoine Saint-Exupery


"Se queres compreender a palavra felicidade, entenda-a como recompensa e não como um fim" (Antoine Saint-Exupéry)

"Você está a caminho do sucesso quando compreende que o fracasso não passa de um desvio" (Willian G, Wilnes, Jr)


MARLOS NOBRE, Convergencias, Eleazar de Carvalho, conductor

Força de expressão musical tão grande quanto o Brasil. (JRT)
(Reedição de postagem de 15/12/2011)

Eleazar de Carvalho, condutor

quarta-feira, 21 de outubro de 2015

Clancy Newman plays Marlos Nobre's Poema III

Clancy Newman plays Marlos Nobre's Poema with the New Bedford Symphony, David MacKenzie conducting.





terça-feira, 20 de outubro de 2015

Nunca as velhas páginas _Poema de JRToffanetto






Nunca as velhas páginas
repetirão a mesma história.
Hoje
Adeus personas, papéis
Não fecunda
Desaparece
o grávido de si mesmo
Em eterno presente
viva  o espaço vazio para o novo
Novo inteiramente novo

Conjuga-se verbo sentir
Sem ele não se conhece o Verbo
Sentir, sentir e sentir
Amar, amar e amar
Conjuga-se Eu Sou
Presença Infinita
Conjuga-se voo em bando

JRToffanetto


Haicai #512 _Ao meu filho Yuri



Yuri N.Toffanetto em 12.10.2015

Haicai  #512

Ao meu filho Yuri



Cara de palhaço.


Sorriso da alma paraíso


tem um peito de aço


JRToffanetto





João Dias Carrasqueira (Flauta)

O professor João Dias Carrasqueira é um grande nome da flauta no Brasil. Muitos foram os seus alunos que propagam a flauta pelo mundo. É pai do flautista Toninho Carrasqueira e da grande pianista Maria José Carrasqueira, professora de piano da UNICAMP. Ambos formam o Duo Carrasqueira (Piano e Flauta).




domingo, 18 de outubro de 2015

Poema de 32 versos (JRToffanetto)




Poema de 32 versos

o vento batia como mãos na minha janela.
Insistente, às vezes travesso,
parecia jogar-se de costas contra ela
como querendo virá-la do avesso.
Eu esta num quarto iluminado
de venezianas abertas,
vidraças desertas,
com o vento não incomodado

finalmente, saí para fora
sentir seu doce açoite
de sopro que me levou embora.
Voltei com a tarde noite,
mãos varrido o vento,
olhos úmidos de terra,
pés abrasados pelo tempo,
idade de uma era

já na cama, relaxado,
sem tirar o sapato
que eu deixara no mar,
ufa!, tomei fôlego de ar
olhando para o teto escuro
com os olhos nas estrelas,
o céu não distando um pulo,
aceso como devotas velas

mas o vento saiu pela janela,
em corrente com a porta de dentro apagou a vela,
esvoaçou fragmento de sonho no seio.
Com a tinteiro carregada do firmamento
uma vez escrevi num papel
dourado de sol, trazido pelo vento,
com mãos em fermento atadas ao balaustre
do tempo, embarcadas sob estelar lustre.

(Abril do ano 2000)
JRToffanetto


Conto do ruído mental (paciência tem remédio)











Conto do ruído mental

Um conhecido me abordou estabanadamente no meio da rua e, de chofre, foi perguntando-me do Dr. Ramos.
- Lamento, mas não o tenho visto ultimamente.
- Então... é que não consigo encontrar o remédio da paciência em nenhuma farmácia, tô achando que não existe. Assim que o ver, por extrema gentileza, peça-lhe a fórmula. Aqui está o dinheiro da consulta e o um cartão com meu telefone de contato.
Bem, voltei encontrá-lo com a fórmula dentro de um envelope lacrado e em branco. Estendi-o a ele e lhe disse:
- O doutor me pediu para te dizer que faça bom uso disto.
- Sim, sim, respondeu-me ele arrancando a receita do envelope.
Sorriu ao ler e, enigmático, ficou parado à minha frente, depois me virou as costas e partiu andando como a dar um passo de cada vez.
Empertigado, voltei ao consultório perguntando ao doutor o que ele prescrevera ao meu conhecido.
- Qual foi a reação dele?
- Nada me disse, nem me agradeceu, virou as costas e foi embora. Acho que mereço saber o que aconteceu.
 - Vai me dizer que você quer uma receita para resolver o enigma que o tomou?
- Cê tá brincando comigo, né!
- Nosso tempo se esgotou, disse-me ele olhando para uma ampulheta. Dias depois encontro com o meu conhecido com o mesmo sorriso de quando lera a receita. Disse-me ele:
- Este Dr. Ramos não existe.
- Tanto existe que ele te passou a fórmula da paciência que pedistes.
- Cê me dá um abraço? Pois ele se adiantou e me abraçou tirando o pó das minhas costas.
- Então funcionou? O que estava escrito dentro do envelope que te dei? Como foi?
Só os seus olhos brilhantes é que me respondiam.
- Diga lá, meu caro, não me deixe ficar ansioso.
- Eu estava esperando por este dia, respondeu-me ele, e puxou um papel da carteira e o desdobrou. Era um envelope igual ao que ele rasgara ao recebê-lo de minhas mãos.
Adivinhando que era a fórmula da paciência, minha adrenalina foi a mil. Estava colado pela aba. Arranquei o papel de dentro da carta. Nele estava escrito:

"Comece pelo silêncio até esvaziar(-se) dentro e fora."

JRToffanetto

Crimson Jazz Trio - I Talk To The Wind




Paintings by Michael Parkes

sexta-feira, 16 de outubro de 2015

Crônica _Ainda bem que é assim


Dia das Crianças no Espaço Monte Alegre
Agradeço, desde já
Emoticon wink, a chancela de "palhaçar". (Yuri)

Folgo em saber que a arte ainda pode exercer forte poder de atração entre os mais novos e, especialmente, para com o meu filho Yuri (24). Dono de invejável memória, ele vem, p. ex., contar-me tudo que o toca na obra de Mallarmé (em leitura), e isto me deixa mais que feliz. Também me sinto grato pela oportunidade que ele me abre para o exercício de princípios eternos. O mesmo ocorre com outras obras poéticas, musicais, teatrais, exposições de arte em que ele vai, e não é só. "A História Sincera da República" de Leôncio de Basbaum ocasinou-nos calorosos debates.

Redescubro muitas coisas das quais eu já havia perdido contato, como os filmes de Truffaut, Goddard e demais diretores da chamada "Nouvelle Vague". Em recente mostra em São Paulo, ele adquiriu, senão todos, a maioria deles. Alguns assistimos juntos. Sempre sorri ao me convidar para uma seção de cinema, pena que nem sempre posso acompanhá-lo. Ao fim de cada filme ele entra em silêncio. Quanto a mim, fico aguardando suas entusiasmadas sinapses.

Enfim, considerando o mundo de hoje e seu grande poder da atração sobre todos nós, especialmente aos mais novos, e entendendo que a arte ajuda garantir a sanidade por sempre trazer um novo olhar sobre a natureza humana, sei que ela nunca foi ou será salvadora como querem alguns, então olho para os meus filhos Yuri e Yung e penso  “Ainda bem que é assim”.

Para entender melhor o texto acima: Yuri, Um Gigante Gentil

JRToffanetto

Adicionar legenda


quinta-feira, 15 de outubro de 2015

“A Princesa Moura ou Bem-me-quer” (2000)





“A Princesa Moura
ou Bem-me-quer”

Dedicado a Rubem Alves

A festa acabou
pois saibam vocês
ficaram crianças e doces
a brincadeira começou

apareceram os cavalinhos
do cabo da vassoura
com eles subiram ao mezanino
salvar a princesa moura

as meninas se foram de partida
com a moura personificada numa flor escondida
uma rosa artificial, feita de pano, artesanal
na boca de um dragão infernal

velho fogão a lenha no rancho abandonado
resistiu como pôde, o coitado
a princesa foi salva, bravamente
o dragão cedeu, para não perder o dente

toda suja de fuligem a rosa ficou
dragão e guerreiros lutaram por ela
mágica que “de verdade” a transformou
mas os meninos nada sabiam dela

rosa é coisa de menina, disseram
e das mãos de um guerreiro valente
no escuro da noite a lançaram
com seu doce olor presente

do último suspiro só soube a lua
morreu a rosa maga sozinha na rua
e dela se levantou a mais linda
princesa moura que vive ainda

esperando que outros bravos
talvez um galã de casaca e cravos
lute por uma terna rosa,
mesmo de pano qualquer
feita de bem-me-quer.


Março de 2000, JRToffanetto


Haicai #163 _Ninho de poemas

Haicia #163.


No ninho de poemas

pássaros afugentam gavião.

Ah... ele foi caçar cobra


JRToffanetto





Flores de Plástico


Marginal do Rio Jundiaí

















Árvores e arbustos,
até o matinho, o capim,
espicham-se para a luz

Edifícios e espigões,
o pináculo da igreja, até o "sobradim"
espicham-se dos bolsos

Desde o teto baixo ao céu,
uns dão flores, flores à Luz,
outros... flores de plástico

JRToffanetto


terça-feira, 13 de outubro de 2015

Frank Zappa _Bowling On Charen





Quem Sou? (Poema)




Estou no silêncio,
vento brando arrastando folha seca pela calçada.

Estou no canto do sabiá
que gaiola não prende o éter do voo.

Estou em um facho de sol
onde saltitante passarinho cisca o mundo.

Estou no distante som do martelo
fixando  a tarde ensolarada na eternidade.

Estou nas flores ensolaradas
cobrindo a cidade em primavera de vida.

Estou na brisa fresca em seu rosto
ao gosto de onde ele sopra.

Estou no galho da árvore espreguiçando-lhe
novos sentimentos do mais antigo estado da alma.

Quem Sou?
Estou em você


JRToffanetto

segunda-feira, 12 de outubro de 2015

Haicai #420. (Homenagem ao Dia da Criança - 5)


Yung com cinco anos de idade



Haicai #420.


O dia se abre feito


com olhos de uma criança


que nunca se fecham


JRToffanetto

Haica i#116 (Homenagem ao Dia da Criança - 4)















Haicai#116

verso com cereja

o bocado de doce

do teu coração

JRToffanetto


Haicai #123. (Homenagem ao Dia da Criança - 3)




Haicai #123. 

O Cosmo afiança
o dia que vem da Poesia
e sonhos trança

JRToffanetto