segunda-feira, 29 de fevereiro de 2016

Do estojo de lápis em dezessete variações de cor (+ 1 imagem)







Do estojo de lápis em dezessete variações de cor 


Cada semente conta a história do tempo.

Pássaros são os que cantam o tempo.

O tempo é parente do vento, segue com ou sem ele.

O vento é parente do tempo, não segue sem ele.

Não se limpa o tempo, tira-se o pó.

O tempo não suja, deixa marcas de sua passagem.

Bom tempo é aquele em que o paramos.

Quem diz que o tempo é inclemente mente.

Se você não tem tempo, não se engane, esgana-se.

Não existe tempo ruim para os não cáusticos.

Alimentamos o tempo como lenha para a fogueira.

Ninguém apaga a escultura do tempo com cirurgia plástica.

Sempre é tempo de reformularmos o futuro no tempo presente.

O tempo cria filósofos e filósofos recriam o tempo.

Ilusionistas alisam vincos do tempo.

Todos cabem no tempo e ele cabe nos filósofos.

É preciso licença poética para brincar com o tempo.

JRToffanetto


domingo, 28 de fevereiro de 2016

Larry Carlton and Robben Ford together /Abstracionado.31-JRT




Abstracionado.30-JRT _Madrugada choverante.3 / Eric Burdon & The Animals - When I Was Young




Abstr.29-JRT _Madrugada choverante.2 / The Animals_Mad Again




The Animals - Mad Again

Abstracionado.28-JRT _Madrugada choverante.1 _Crônica


Alguém anda pelas calçadas madrugada adentro. Atravessa a rua e pára no meio dela. Fica a olhar, sentindo. Depois empunha uma máquina e mira. Dá dois passos à direta e nova mira. Dispara um clarão. Recua um passo e novo clarão. Vai até a esquina e...
...novos disparos. 

Cena de um thriller? 
Página de uma história em quadrinhos?
Um conto policial da madrugada?

Meus amigos...

Finalmente eu voltei pra casa. Cacei meia dúzia de imagens.
Depois eu conto o resto.




Robin Trower _For Earth Below

Still Images from the Hubble Space Telescope and animated images mixed to For Earth Below by Robin Trower



sábado, 27 de fevereiro de 2016

quinta-feira, 25 de fevereiro de 2016

terça-feira, 23 de fevereiro de 2016

domingo, 21 de fevereiro de 2016

Abstracionando.26-JRT _Em família


Jairo, Regina e Yung



Maria Bethânia lê sermão de Padre Antônio Vieira sobre Santo Antônio




Samba da Seriguela (Abstr.26-JRT)


Uma garrafa de tequila é inocente até que seja aberta.

Fórmula formicida, daquelas que mata o eu já no primeiro trago.

Pois um zumbi transitara seu transe tequilado pela madrugada entortando gargalo adentro até matar o bicho. De lua cheia, largou a  garrafa no meio da rua. Rua aonde, desde o raiar do dia, veículos com gente dentro passam por ela a caminho do trabalho.

Ouvi o estouro da garrafa se arrebentando sob o pneu dianteiro do meu carro, furado pelo frasco do tal veneno para o espírito. Senti-me premiado, afinal, os carros desciam a rua em filas indianas, e logo pra mim sobrou a bomba. Páh. Chiii...(vazamento de ar do pneu).

. . .

Um conhecido meu, bamba de samba, presenciou o ocorrido do outro lado da calçada. Meneou a cabeça a me dizer do seu idêntico desagrado pelo ocorrido, e com um aceno de mão se afasta chamando-me para que eu o seguisse.   

Primeiro encostei o carro na sarjeta, acionei o pisca alerta, abri o bagageiro para retirar o triângulo e sinalizar o trânsito, travei as portas do carro e, finalmente, fui atrás do bamba de samba saber o que ele tinha pra me mostrar.

Trinta metros adiante ele me aguardava sob a sombra de uma árvore no recuo da calçada. A caminho, encontrei um caco da garrafa. Foi quando identifiquei um pequenino rótulo “Tequila”.

Ao me aproximar do bamba, ele me estendeu a mão cheia de frutinhas vermelhas.  Perguntei-lhe:
- Que fruta é esta?
- Seriguela, uma delícia, doce doce. Você tira um pedacinho da pele dela e a espreme na boca, depois é só jogar o caroço.

Ele me demonstrou como e, depois, jogou o caroço na terra dizendo:
- Vai que vinga.
Tô esperto nisto, continuou ele depos de vascuhar o chão em redor. Se brotar uma muda eu a levo pra plantar perto da minha casa. Gosto do suco dela no liquidificador. É você retirar a polpa e bater com água. Fica uma delícia. Nem precisa de açúcar, é só ir adicionando as seriguelas até ficar a gosto.

Depois ele subiu naquele pé de árvore e voltou com o bolso cheio. Deu-as para mim e se despediu.
Ao vê-lo se afastando disse para ele:
- Viu, o pneu do meu carro deu  no “Samba da Seriguela”.
“ Opa” exclamou ele. E dando a entender que dançava com alguém no salão deu uns passos de samba da gafieira.

Mas alguém passando de carro colocou a cabeça pra fora gritando pra ele:
- Vai trabalhar vagabundo!
Aí eu, revidei:
- Ué, desde quando zumbi fala!

Enfim, voltei para trocar o pneu do carro sentindo a presença da Bondade que passara pelo coração daquele bamba. Quanto a mim, sabia ter ganho uma preciosidade eterna para o coração da humanidade.

É por isso que desde já passo a dizer “Se estiveres passando por qualquer tipo de transtorno, chupe uma seriguela você também”.

JRToffanetto

quinta-feira, 18 de fevereiro de 2016

The Rolling Stones _Tell Me (You’re Coming Back)




O primeiro álbum da banda foi chamado simplesmente The Rolling Stones, saiu em abril de 1964 contendo apenas uma composição de Jagger e Richards: Tell Me (You’re Coming Back)



Mais Caipira - Lenine Santos, Ivan Vilela & Suzana Salles




Mignone _Doze Valsas de Esquina por Arthur M.Lima & Gênese da Alma Brasileira




Cai a tarde depois do dia luz. O crepúsculo avizinha a noitinha. Sentimento de beleza, melancolia, cantada pela passarada se recolhendo, singrando os céus das pradarias em lusco fusco. Tristeza que é bela, tocante. O coração sossega, mais ama. Hora da Ave Maria. No azul violeta, a lua é brilhante dama. A Estrela Dalva puxa o céu estrelado, o manto sagrado. Canoras luarentas, crianças brincam de roda. Estrídulos de grilos costurando o manto sagrado, fechando as pápebras do dia. Nossas cigarras sonham acordadas. Vagueiam pirilampos acendendo sonho, poesia do baú de estrelas. Presentes à Grandiosidade. Oh... cheiro de feijão no fogo... ai... chegue mais perto Brasil brasileiro, e conte-me, o que fizeram com você, meu menino?! (JRToffanetto)


terça-feira, 16 de fevereiro de 2016

Renaissance _Back Home Once Again / Abstr.23-JRT_Maple




Bach part 1_Brandenburg Concertos 1,2,3,4,5,6 e Abstr22+'Da Cor Azul Violeta'



Quando eu, nos meus vinte anos, comprei numa banca de jornal um LP dos Concertos de Brandeburgo junto com um encarte, corri pra casa fascinado. Estava nas minhas mãos algo que eu apaixonadamente ouvira na Radio Cultura FM/SP. Bem, a paixão me acompanhou por toda a vida, daí o fato de eu poder dizer que eu o amo, e até hoje, apaixonadamente. O concerto é uma das mais belas lições musicais do sentir de todos os tempos em reverência a algo maior que todos nós. É o Céu na Terra. e pra todos nós. 


Da cor azul violeta

A Paz é lei universal até os confins do Cosmo.

É Harmonia, é junção para nós, é o Criador.

Mas fazem guerra da cor de sangue pela paz.

Mas ah se estes soubessem da Paz...

saberiam que nela há Bondade

JRToffanetto


sexta-feira, 12 de fevereiro de 2016

Decalcaque da Terra, Abstracionando.18-FotoPoema/ImagéticoJRT



FotoJRT de ferrugem sobre chapa de ferro 
















Decalque da Terra

Tempo com fome come
até ferro da nossa poeirinha galáctica.
Difícil de engolir é matéria plástica.
Não digere bem, e tóxico cocô mole

JRToffanetto


Paul Hindemith: Sonata per viola e pianoforte, Op.11, No.4 (1919)

Ulf Rodenhäuser, clarinetto
Kalle Randalu, pianoforte



Cover image: painting by Paul Klee.

Paul Hindemith (1895-1963)
Compositor, violinista, violista, maestro e professor alemão

quinta-feira, 11 de fevereiro de 2016

Keith Jarrett _Endless / Abstracionado.7-JRT

Keith Jarrett - endless



Abstracionado.15-JRT (Fotopoema/imagético)


Hoje é preciso pisar leve,
bem leve, mais leve... do contrário
não mais se porá o pé no chão
JRToffanetto



Serra do Japi, Libelo - Abstracionado.14JRT (Texto e Foto de JRT)



Incêndio na Serra do Japi é no jardim da nossa casa.

Como a cidade (nossa casa) pode dormir com tal ameaça de sinistro?

Que dizer dos baloeiros que por mórbido prazer soltam balões, mandando tochas vivas sobre a mata nativa, o jardim da cidade?

Dias atrás, funcionários de uma indústria química do Distrito Industrial, vizinho à serra, capturou um balão antes que ele, ainda de tocha acesa, caísse sobre num tanque de inflamável evitando desastre ecológico a lamentar.

Alguma vez a Polícia Florestal mais a Guarda Municipal já prendeu algum destes monstrofóbicos algo piromaníaco, pois ingênuos é que não são, ou é mais fácil o Corpo de Bombeiros com a Defesa Civil apagarem incêndio na mata fechada a custo de décadas de recuperação e, também, senão induzidos por interesses imobiliários em área de tombamento ecológico e paisagístico?

Num incêndio, quais as chances de sobrevivência para o tatu, bicho preguiça, jaboti, insetos polinizadores e assim por diante?

O que o Corupira, um folclórico elemental da floresta protetor das matas e dos bichos está fazendo que não convoque os macacos da Serra Japi a se armarem de longas varas de bambu para, do mesmo modo da Brigada Contra Incêndio do Distrito Industrial, capturarem balões antes que as tochas vivas caiam sobre as copas das árvores? Invoco que ele, num redemoinho, venha até a cidade pregar um peça corretiva nestes bandidos da natureza.

Quem sabe os macacos gostem desta atividade e, a preço de banana, tirem horas extras nas demais montanhas do entorno?

Porque não campanhas de conscientização junto às associações de bairro. Será que merecemos mais o governo que temos do que a Serra do Japi?

JRToffanetto


terça-feira, 9 de fevereiro de 2016

Brian Eno _Baby's on Fire





First Spring by Yang Fudong

‘First Spring’ is a film that’s been produced by Prada. The director, Yang Fudong presents his work through a contemporary fashion-like shoot. 






Pierrô abandonado - Sonho x Fantasia (Fotopoema do Carnaval)


















Pierrô Abandonado

Sonho trocado por plumas e paetês
Na avenida sem fim fantasia brincou
seguiu sincopada ao latejante surdão 
Tamborim na palma da mão ficou

Quarta-Feira de Cinzas não é comédia 
Arlequim malando com Colombina fugiu
A paixão sempre se acaba em tragédia
No galpão mausoléu se engole o chiu

A realidade é pertence do sonho
Dá casamento eterna aliança
Mas se depois te queres tristonho
A fantasia lhe dá boa fiança

(JRToffanetto)