domingo, 17 de setembro de 2017

178 anos da fotografia e de fotógrafos - pra quem tem olhos pra ver


178 anos da fotografia e de fotógrafos 
(pra quem tem olhos pra ver...)
Qual irretocável espelho, a fotografia, grafando instantâneos do espírito humano, da flor da pele às vísceras de comunicações subliminais, lampejantes transmissões subconscientemente ou não, despidas ou sutis, de um ponto fora revelando profusa linguagem: que nossos olhos captam mais do que nosso cérebro pode ver em ligeiras variações, perdendo apenas pela decodificação do sentir em atenta desatenção da verdade que lá está, bem como do reconhecimento da verdade que ainda não está. Nesse sentido, a fotografia, em aporte filosófico por transcendência e revelação, fez-se arte nestes cento e setenta e oito anos de criação e inesgotável aplicação de uso. Em celebração, Mil Vivas à Fotografia e Fotógrafos. (JRToffanetto)


sábado, 16 de setembro de 2017

Por todo Universo



No que nos pode caber,
há algo Grandioso dentro e fora de nós a integrar.
Em reverência a Ele, levá-lo a toda parte
neste ponto do Universo, e por todos nós, por todo Universo.
Oferecendo-se qual rosa à Luz no Altar da Amizade
(JRToffanetto)

Expediente do Belo


Haicai #606
Pássaros nos trazem,
Em expediente do Belo,
Notas musicais

JRToffanetto


Ottorino Respighi, "Church Windows". (Vetrate di Chiesa)



quarta-feira, 13 de setembro de 2017

BRIAN ENO - CINDY TELLS ME #Pangaea's People

É de derreter a mídia

Em primavera. Haicai #605



Em primavera. Haicai  #605
Com o coração,
em primavera estamos
na mansão do Céu
na Terra.
JRToffanetto


Brian Eno & Harold Budd | Ambient 2 - The Plateaux Of Mirror | Whole album HD



O acaso não existe.



O acaso não existe.
Esta folha caiu sobre o vidro do carro, o bastante para a fotografar e contar que ela notificou o fim do inverno em vésperas de um novo dia no reino vegetal, o da primavera, nele, um ano é de quatro dias, com os quais dividimos o tempo em quatro estações do ano. (JRToffanetto)

sexta-feira, 8 de setembro de 2017

Respighi _Piano, Sonata in F minor


Renasce o amanhã (JRToffanetto)


Em que pesem as ilusões de ontem e de hoje, e como pesam! sempre foi tempo para o novo: a mais antiga Sabedoria que sempre se volta para nós. Nosso hoje nos dá convicção, que nada será como antes. Quem passar por ela, integrando-a, não precisará aprender por ilustrações históricas. Renasceu o amanhã. Desta vez não tem jeito. (JRTofanetto)

quinta-feira, 7 de setembro de 2017

Independência do Brasil


No antigo "Escadão",  Jundiaí/SP

David Bowie _Everything's Alright

David Bowie- Everything's Alright
From-Pin Ups


Dr. Ramos citando tempos históricos


FotografiaDeRua-2015, Anhangabaú, Jundiaí/SP

"Quando o Cão Sarnento via a réstia de alho no pescoço da vítima, tratava de vomitar noutro lugar suas reclamações e dissabores do dia a dia, e o mesmo para com lorotas, conversas fiadas e moles. Criou-se, então, o I.M.A. - Intercontinental Monopólio do Alho, o primeiro comércio de que se tem notícia na história."

JRToffanetto

Ponte da Luz - 2 imagens

Julho de 2014




quarta-feira, 6 de setembro de 2017

Philip Glass music from The Photographer: The Shadow Agent


Philip Glass desembarca a turnê de comemoração de seus 80 anos no Parque Ibirapuera, em São Paulo, para concerto gratuito, agora em setembro. Segundo informações na Folha de S.Paulo, o compositor minimalista também fará apresentações pagas na Sala São Paulo e na Cidade das Artes no Rio de Janeiro.

quarta-feira, 30 de agosto de 2017

Nils Frahm - Re (Official Music Video)



Mapa do Tesouro.Haicai #606


Haicai #606
Poema é mapa do tesouro,
não o tesouro.
Abrir a arca é preciso.
(O Belo auto se defende)

JRToffanetto

Olhares. Haicai #605

Olhares. Haicai #605
Poemas curtos no bolso.
Puxo um papel vazio,
novo convite ao olhar
(JRToffanetto)


domingo, 27 de agosto de 2017

Moon Ate the Dark — Messy Hearts



O arvoredo. Haicai #604


O arvoredo. Haicai #604
Mãos ao vento 
roçam versos do folhame.
Oh, o arvoredo

(JRToffanetto)


Hoje, do terraço de casa

Eu menino (JRToffanetto)


Eu menino








Luz divina
Em acorde
Tudo afina
Cantamos

Felicidade é navegar
No oceano do verbo amar
Espraiado pelos continentes humanos

Luz divina
Em acorde
Tudo afina
Musicamos

Funde-se com os horizontes
Sem fim em todas as frontes
Alcance do que mais somos

Luz divina
Tudo afina
Em acorde
Versejamos

Felicidade é navegar
Fundir-se ao horizonte

(JRToffanetto)

sábado, 19 de agosto de 2017

Soluços trovejos. Haicai #15


Soluços trovejos.
Haicai #15.
Em arco-íris te vejo,
tempestade que parte
em soluços trovejos
(JRToffanetto)

segunda-feira, 14 de agosto de 2017

Rubem Alves _Fiquei Velho (trechos de extrema delicadeza, belos)


Rubem Alves (1933-2014)
"Muito tarde aprendi os limites da palavra. Alguns pensam que seus argumentos, por sua clareza e lógica, são capazes de convencer. Levou tempo para que eu compreendesse que o que convence não é a “letra” do que falamos – é a “música” que se ouve nos interstício de nossa fala. A razão só entende a letra. Mas a alma só ouve música. O segredo da comunicação é a poesia. Porque poesia é precisamente isto: o uso das palavras para produzir música. Pianista usa piano, violeiro usa viola, flautista usa flauta - o poeta usa palavras." (Rubens Alves em (Envelhecendo XIII - Fiquei velho, do livro “As cores do crepúsculo: A estética do envelhecer”. Ed.Papirus)

Assim que li o texto acima, uma delicadeza musical, voltei as páginas do livro à pura emoção de "Um certo olhar, III. O Crepúsculo", uma extrema delicadeza, uma essência no ar, o belo cantando na alma, uma emoção a nos consubstanciar. Escreve-nos assim:

"Um dos livros mais lindos que já li é A chama da vela, de Gaston Bachelard. É uma meditação sobre a velhice. Mas o escritor, talvez por pudor, medo que o leitor abandonasse o livro antes de lê-lo - pois quem se interessaria pela velhice? - preferiu fazer silêncio. E, ao invés, falou sobre a chama de uma vela. Imagino que é provável que ele tivesse se sentido como eu, diante dos olhos de alguma mulher que lhe tivesse feito alguma gentileza. Ou como Frost, que via medo nas uvas já queimadas de geada. Bachelardd também foi tocado pela uvas outonais. Mas ele via nelas coisas que Frost não viu:

Quando o sol de agosto já trabalhou as primeiras seivas, o fogo lentamente vem até o cacho. A uva clareia. O cacho transforma-se num lustre que brilha sob o abajur de folhas largas. Foi para cobrir o cacho de uvas que a pudica folha da vinha primeiro serviu."

Manto de estrelas cobre o crepúsculo e o descobre em aurora, o nascimento, a vida em primavera, ciclicamente nova e bela da última chama da vela. Somos a vela. (JRToffanetto)

Giuseppe Tartini Sonatas for Violin Cello and Harpsichord 1/2


Giuseppe Tartini Sonatas for Violin Cello and Harpsichord 1/2

domingo, 13 de agosto de 2017

Ponto cardeal leste. (foto/poema/JRToffanetto)


Ponto cardeal. Nascer do sol em 13.08.2017. 
Da voz do silêncio,
pássaros ao longe bradam Poesia,
compõem hinos desde a tua janela,
íntimas súplicas. 
Do Divino,
íntimas flores íntimas
cores, íntimos amores
vívidos, amados.
Pássaros íntimos, 
olores cantados,
íntimos da Luz
por iluminados prados... 
pela cidade, por todos nós,
brade. - Cidade, brade


(JRToffanetto)

Vôo helicoidal (poema/foto/texto de JRToffanetto)


Terra fértil. Semente
brotar ao calor Luz,
dar-se a Ela, fazer jus.



Flamboiãs no topo evolucional lançam suas sementes no espaço. Já secas, leves, a sabor do vento, vagens quais hélices com a natureza do voo dos pássaros, pássaros que por milênios vieram cantar em suas copas.

Do voo olhar, crianças as arremessam de volta ao espaço. Remetem-nas pra mais longe, pra mais perto de terreno fértil. Alcance do sempiterno objetivo inicial, e até quando houver crianças e crianças de todas as idades.

JRToffanetto

Melba Liston _What's My Line Theme

Melba Liston (1926-1999),
legendária trombonista, arranjadora e compositora norte-americana,
em What's My Line Theme:

quinta-feira, 10 de agosto de 2017

Notícia: Alienígea encontra a Voyager (Ficção/JRToffanetto)

NOTÍCIA DA ÚLTIMA HORA:

Um alienígia encontra a nave Voyager pegando a autoestrada magnética que liga a heliosfera do sistema solar às estrelas. Nela ouve uma bossa nova "Garota de Ipanema".

Ao ver o desenho do homem, nele se transfigurou para conhecer a garota da música e veio voando para o Planeta Azul, mas sua nave interestelar sofreu avaria ao entrar na atmosfera brasileira.

Um pouso de emergência o fez aterrizar alguns quilômetros distantes daquela famosa praia. Foi parar no meio de um tiroteio em certa favela do Rio de Janeiro. Coitado, levou chumbo quente. (JRToffanetto)

quarta-feira, 9 de agosto de 2017

Mary Lou Williams _It Ain't Necessarily So

MaryLou Williams(1910-198, compositora, arranjadora e pianista de jazz estadunidente. Williams é autora de centenas de composições e arranjosm muitos para Duke Ellington, Benny Goodman, também amiga e mentora de Thelonius Monk, Miles Davis, Tadd Dameron e outros.


Melba Liston _Blues Melba

Melba Liston (1926-1999),
legendária trombonista, arranjadora e compositora norte-americana,
em Blues Melba:



domingo, 6 de agosto de 2017

Gênio das Orquídeas e sua poética (fotoJRToffanetto)

Ele parece um E.T., mas não é. É o gênio da orquídea. Em diferentes cores, ele está em cada uma destas flores. Seu olor essencial é da intimidade do Universo, aliás, ele cruzou galáxias com a missão de chegar até o seu olfato pela beleza desta flor, uma carícia para o olhar. Deixe o perfume da orquídea entrar em você, sinta esta vibração e a carregue pelo resto do dia, pelo resto de sua vida.

Foto em 06 de agosto de 2013

sábado, 5 de agosto de 2017

Voar ou não voar , eis a questão


                                       Google Imagens

Abrir a vidraça é preciso
Trocar o ar da casinha interior 
Sair pela porta da frente do seu microcosmo
Deixe a alegria de viver abrir asas ao céu aberto
Voando, descobrir-se-á pássaro,
e canoro. Expanda-se,
sinta os novos ares, junte-se,
voe em bando, habite-se.
É preciso coragem para deixar a finitude
Ela é tão quentinha... né
Ah, agradeça o passarinheiro por isto
Aprendeste que da janela nada se constrói
Desde sempre o universo está
em permanente construção
Deixar suas asas faltando?
Há todo um jardim a construir
Construa-se neste jardim sem fim
Se este for seu desejo real,
o Jardineiro aparece.
Ou fique no quadrado da janela
Ou reformule-se dJÁ
Voar ou não voar, eis a questão
JRToffanetto

sexta-feira, 4 de agosto de 2017

Brazilian pianist, Eliane Rodrigues, LITERALLY taking the performance below the stage!


Pianista brasileira em Rotterdam, Eliane Rodrigues, por um problema técnico com o piano, e em respeito à plateia, cria uma nova e humorada performance sobre o palco e o leva até debaixo deste.



quarta-feira, 2 de agosto de 2017

Haicai #598 "Com mão livre"


Haicai #598
"Com mão livre"
Sobre papel almaço
nem abro meu esquadro.
Com mão livre sou o traço
JRToffanetto

terça-feira, 1 de agosto de 2017

Haicai #475. "Amor sem pechincha"


Haicai #475.
"Amor sem pechincha"
Amor não tem preço
ao valer por uma vida
de eterno começo
JRToffanetto

Prato cheio. Haicai #507


Haicai #507
“Prato cheio”
Calor do trabalho
sob tempero da Poesia
por sal, óleo e alho
JRToffanetto

segunda-feira, 31 de julho de 2017

Luz antiquíssima (A nostalgia do poeta) _Octávio Paz


(...) isso que estamos vendo pela primeira vez, já havíamos visto antes. E à surpresa segue-se a nostalgia. Parece que nos recordamos e quereríamos voltar para lá, para esse lugar onde as coisas são sempre assim, banhadas por uma luz antiquíssima e ao mesmo tempo acabada de nascer. (Octávio Paz)

A "nostalgia" do poeta... é de nos perguntar quem somos, de onde viemos, pra que vamos, e pra onde vamos (se é que vamos). (JRT)

O poeta

Raff _Ode au Printemps

Joachim Raff

Raff Ode au Printemps
Uma delicadeza ao sentir

domingo, 30 de julho de 2017

Yuri (Ulrych) _Poema



um Oásis foi miragem
um Tang foi vinho
E eu não percebi
um Pedágio sem viagem,
um Amor sem carinho,
E eu não percebi
um Bolo com velas dinamite,
um Sopro com explosão
E eu não percebi
um Ladrão que devolve,
um Sonho que dissolve
e eu não percebi
Um pássaro apagando incêndio
Com minúsculas salivas.
Fiz o que pude
(Yuri Ulriych)

Stan Getz - Dreams





Meu pai, o buraco da formiga e eu


Eu estava perto de um buraco de formiga. Chegando com um pão duro, meu pai, Sr. Orlando, senta-se ao chão e me convida fazer o mesmo. Então, com um dos dedos, esfrega o miolo daquele pão. Achei fantástico ver um exército de formiguinhas carregando aquelas diminutas migalhas até a casinha delas.  

Ele me levou a vê-las com dois olhos. Um, do tempo que passa - até não restar nenhum pãozinho ao rés do chão, e o outro... com o olho que vê, sente, aprende através da beleza de um ponto fora do tempo que passa, o olho do Eterno. 

Foi assim que ele me falou do trabalho, através de uma imagem poética, através da delicadeza de uma imagem poético filosófica, através da linguagem do Eterno que há em nós, através da beleza.


JRToffanetto

Veja também: 

sábado, 29 de julho de 2017

Fiquei branco (texto + haicai)


Desde menino, uma folha em branco sempre me desafiou. Nela, meus primeiros riscos com lápis de cor. O acontecimento da descoberta.

Sempre ando com tiras de papel em branco no bolso. Ontem à noitinha, só por ajuste à sensação térmico presente deixei a jaqueta por um paletó. Num dos seus bolsos descubro uma destas tiras, fiquei branco.

Tadinha, ela estava em branco.

Haicai #135.

No azul,
folha em branco,
verdinha de idéias,
dourada de sol
(JRToffanetto)

Janine Jansen, Jules Massenet _Meditation from Thaïs

JulesMassenet
Janine Jansen

quinta-feira, 27 de julho de 2017

Fundamental de Platão

"Uma vidda não questionada não merece ser vivida" (Platão)


terça-feira, 25 de julho de 2017

domingo, 23 de julho de 2017

Aflua. Haicai #596


Aflua. Haicai #596
Mais um dia de sol, lua,
e de você. Aflua
como se fosse o último
(JRToffanetto)

Pça. Getúlio Vargas, Jundiaí/SP

sexta-feira, 21 de julho de 2017

Ressonando


Ressonando

O cachorro latiu.
O vento até zuniu.
E você, amore mio,
dormiu na beira-rio 

(JRToffanetto) 

quinta-feira, 20 de julho de 2017

Janice Hagen - Black Magic Woman (Peter Green)



Don't Ask My Neighbor - The Emotions 1977

Lembro-me bem. Trabalhava e morava sozinho em S.Paulo. Ouvir Don't Ask My Neighbor a qualquer hora do dia ou da noite, tinha tudo haver com rodar a cidade de carro. Mui bela São Paulo de perfil Jazz&Blues e também Soul Music.



Filhos da Luz. Haicai #595


Filhos da Luz.
Haicai #595

Se o grilo estridula

dentro de você, salte.

Estrela mais próxima

(JRToffanetto)

Para além da matéria


Para além da matéria


Não há uma única estrela sem importância, nem mesmo você, criaturas que somos na grande massa escura. Ninguém passa ileso sob a abóbada celeste. Para além de si próprios (matéria), o desejo de se religar às estrelas e para além delas. Alcance-se. Ausculte-se. Lance-se. (JRToffanetto)

quarta-feira, 19 de julho de 2017

"The legend of the sailor" - Bruno Sanfilippo

Track Nº 5 del Álbum CD "The Poet" (2016) 
de este gran compositor e intérprete argentino, Bruno Sanfilippo.

"The legend of the sailor" - Bruno Sanfilippo

"Leyenda de un marinero"
de Ricardo Mazó (poeta paraguayo)

Nació una vez en la ribera
del Paraguay ancho y sereno
Curtió sus manos y aguzó sus ojos
buscando en el agua su sustento.
A veces la tormenta
batió su barca y cauteló su cuerpo
pero siempre
volvió a la vera de su padre río
con la faz de su Virgen en el pecho.
Llegole el tiempo de dejar su playa,
su rancho, su barca y su poniente
monótono de palmas.
(La Patria quiere que el hijo la conozca,
la sirva, la respete
y aprenda a defenderla).
Un barco armado, gris, ligero
fue su pan, su techo y su cuidado.
Al poco tiempo, por el río abajo
vio costas nuevas, ciudades populosas
y máquinas extrañas.
Llegó hasta el mar, moreno de su río,
con los ojos quemados de nostalgia
y la fe de su tierra como abrigo.
El mar, huraño y receloso
no quiso ser su amigo
y en las costas de Santa Catalina
soltó su furia y lo arrastró en sus brazos.
(Mas la santa de Lima que en agosto nombra
la tormenta que bate aquellas costas
miró su escapulario y lo llevó a la orilla).
Marinero de río, ribereño
del Paraguay tranquilo,
salobre arena como ropa fina
nació otra vez sobre la arena tibia.
Y al terminar octubre, allende cerros,
la Virgen Azul tuvo de ofrenda
una concha de nácar, fe de perla
de aquel hijo del río paraguayo
que al llegar hasta el mar nació de nuevo.